IMPRENSA OFICIAL - IBIRÁ

Publicado em 07 de abril de 2026 | Edição nº 403 | Ano III

Entidade: Poder Executivo | Seção: Atos Oficiais | Subseção: Decretos


DECRETO Nº 4.623, DE 30 DE MARÇO DE 2026.

Dispõe sobre as espécies permitidas na arborização urbana, proíbe as espécies exóticas e exóticas invasoras na arborização urbana e dá outras providências.

NIVALDO DOMINGOS NEGRÃO, Prefeito do Município da Estância Turística de Ibirá, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no inciso VI, do art. 72, e art. 122 da Lei Orgânica do Município;

DECRETA:

Art. 1º. Fica proibido o plantio de espécies exóticas invasoras na arborização urbana, subespécie destas ou táxon inferior, introduzido ou propagado fora de sua área natural de distribuição, incluindo qualquer parte, gametas, sementes ou propágulos dessas espécies que possam sobreviver e posteriormente reproduzir-se, reintroduzir-se e dispersar-se ameaçando os ecossistemas e ambientes, tais como:

- Leucena (Leucaena leucocephala): Altamente agressiva, libera substâncias que impedem o crescimento de outras plantas, dominando áreas de preservação.

- Alfeneiro (Ligustrum lucidum): Muito comum, forma "vespeiros ecológicos" que destroem florestas nativas no sul/sudeste.

- Espatódia ou Tulipeiro-africano (Spathodea campanulata): Tóxica para abelhas e pássaros, causa mortalidade de polinizadores.

- Castanhola ou Amendoeira-da-praia (Terminalia catappa): Crescimento rápido em áreas de praia e praças, invadindo ecossistemas costeiros.

- Cheflera (Schefflera actinophylla / arboricola): Exótica com alto potencial invasor, frequentemente usada em jardinagem.

- Jambolão (Syzygium cumini): Produz muitos frutos que atraem fauna, mas facilitam sua rápida dispersão.

- Pau Rosa do Pacífico (Clitoria fairchildiana): Frequentemente usada, mas considerada invasora.

- Casuarina (Casuarina equisetifolia): Árvore que altera o solo e impede o crescimento de nativas.

Art. 2º. É permitido o plantio de espécies arbóreas com critério do plantio de porte menor nos imóveis cuja calçada possui posteamento com rede de energia, e porte maior na calçada oposta que é livre destas redes primária e secundária.

Parágrafo único: As espécies citadas permitidas abaixo na tabela, poderão ser sugeridas pelos proprietários, desde que aprovada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

ESPÉCIES DE PORTE MENOR

Nome científico

Nome comum

Altura

Bauhinia blakeana

Pata de vaca

6 – 8m

Bauhinia purpurea

Pata de vaca

5 – 6m

Dictyoloma vandellianum

Tingui-preto

4 – 7m

Handroanthus heptaphyllus var. paulensis

Ipê-rosa-anão

3 – 5m

Lagerstroemia indica

Resedá-folha fina

3 – 5m

Aspidosperma riedelii

Guatambuzinho

4 – 6m

Bauhinia longifolia

Unha-de-vaca

4 – 7m

Casearia sylvestirs

Guaçatonga

4 – 6m

Erythroxylum deciduum

Cocão

4 – 8m

Eugenia dysenterica

Cagaita

4 – 8m

Eugenia involucrata

Cereja do Rio Grande

5 – 8m

Jacaranda puberula

Carobinha

4 – 7m

Myrcia rostrata

Guamirim da folha fina

4 – 8m

Nectandra nitidula

Canela amarela

4 – 8m

Psidium cattleianum

Araçá

3 - 6m

Tecona stans

Ipê-de-jardim

4 – 6m

Tibouchina mutabilis ‘Nana’

Manacá-da-serra-anão

2 – 4m

ESPÉCIES DE PORTE MAIOR

Nome científico

Nome comum

Altura

Bauhinia variegata

Pata de vaca

7 – 10m

Cassia leptophylla

Falso barbatimão

8 – 10m

Cordia superba

Babosa branca

7 – 10m

Handroanthus chrysotrichus

Ipê amarelo

4 – 10m

Koelreuteria bipinnata

Árvore da china

10-12m

Fuchsia regia

Brinco de princesa

4 – 10m

Licania tomentosa

Oiti

8 – 15m

Michelia champaca

Magnólia amarela

7 – 10m

Pachira aquática

Monguba

6 – 14m

Pterocarpus violaceus

Aldrago

8 – 14m

Sapindus saponaria

Sabão de soldado

5 – 9m

Tabebuia roseo-alba

Ipê branco

7 – 12m

Tibouchina granulosa

Quaresmeira

8 – 12m

Campomanesia phaea

Cambuci

8 – 10m

Art. 3º. Fica disposto que deve ser priorizado o uso de espécies nativas na arborização urbana, sendo essencial para restaurar os ecossistemas locais, adaptando-se melhor ao clima e ao solo da região, exigindo menos manutenção (água e manejo técnico), sustentam a fauna nativa, fornecendo alimento e abrigo a pássaros e insetos polinizadores, além de aumentar a biodiversidade, resistência a pragas, criando corredores ecológicos na área urbana.

Parágrafo único: Fica a cargo da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente as orientações técnicas do plantio e manutenção das espécies nativas na arborização urbana.

Art. 4º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE IBIRÁ, Gabinete do Prefeito, Paço Municipal em 30 de março de 2026.

NIVALDO DOMINGOS NEGRÃO

“BISCOITO”

PREFEITO MUNICIPAL

Registrado e publicado na Secretaria Municipal de Administração da Prefeitura, em data supra, e no Diário Oficial Eletrônico do Município.

ALESSANDRO TADEO BERNARDI JACOB

Secretário Municipal de Administração


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