IMPRENSA OFICIAL - ITUPEVA

Publicado em 11 de setembro de 2023 | Edição nº 947 | Ano V

Entidade: Poder Executivo | Seção: Atos Oficiais | Subseção: Leis


LEI Nº 2.351, DE 28 DE AGOSTO DE 2023

Autoria: Vereador EDUARDO RODRIGO CUSTÓDIO

Denomina a Praça 01 (um), localizada no Bairro Eco Park Empresarial, Município de Itupeva, Estado de São Paulo, Praça Lídice.

ÂNGELO DANTE LORENÇÃO, Presidente da Câmara Municipal no exercício do cargo de Prefeito Municipal de Itupeva, Estado de São Paulo, de acordo com o que decretou a Câmara Municipal de Itupeva na Sessão Ordinária realizada no dia 22 de agosto de 2023, PROMULGA a presente Lei:

Art. 1º A Praça 01 (um), localizada no Bairro Eco Park Empresarial, neste município de Itupeva, Estado de São Paulo, passa a denominar-se Praça Lídice.

Art. 2º Faz parte integrante da presente Lei o croqui da praça pública a ser denominada, bem como a descrição perimétrica e relato histórico de Lídice.

Art. 3º As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta de verbas próprias orçamentárias, suplementadas se necessário.

Art. 4º Esta Lei entre em vigor na data de sua publicação.

Itupeva, 28 de agosto de 2023; 58º da Emancipação Política do Município.

ÂNGELO DANTE LORENÇÃO

Presidente da Câmara Municipal no exercício do cargo de Prefeito Municipal

Publicada na Secretaria Municipal de Gestão Pública e Registrada na Secretaria de Assuntos Jurídicos e Fundiários da Prefeitura Municipal de Itupeva, na data supra.

JULIANA ALEIXO MANTOVANI

Secretária Municipal de Gestão Pública

PERCY JOSE CLEVE KUSTER

Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos e Fundiários

Lei n° 2.351/2023 02

RELATO HISTÓRICO:

LÍDICE

Há 79 anos, no dia 10 de junho de 1942, foi cometido um dos maiores crimes contra a humanidade. Como vingança pela morte de Reinhard Heydrich, causada pela ação de agentes da resistência tcheca na audaciosa operação Antropóide, Adolf Hitler ordenou a invasão e destruição de uma pequena aldeia Tcheca: Lídice.

Neste fatídico dia, todos os 173 homens e meninos com mais de 16 anos moradores de Lídice foram fuzilados. Mulheres e crianças foram levadas aos campos de concentração de Ravensbruick e Gneisenau, onde a grande maioria morreu. Nem os animais foram poupados sendo todos mortos. Os túmulos do cemitério foram removidos e saqueados. A aldeia de Lídice foi então totalmente destruída com explosivos e, para que não sobrasse nenhum traço de sua existência, foi retirada dos mapas sendo totalmente coberta por uma plantação.

Ainda em retaliação, os três agentes da resistência tcheca que atuaram na operação antropoide foram encurralados e mortos na cripta da igreja ortodoxa em Praga.

Ao final da guerra, as poucas mulheres sobreviventes dos campos de concentração retornaram à Lídice e marcaram no chão a localização de seus prédios. Hoje, onde a aldeia de Lídice existiu, pode ser visitado um monumento com uma pira sempre acesa simbolizando a cidade-fênix que renasce de suas próprias cinzas. Um belo roseiral e o monumento às crianças de Lídice convidam os visitantes à reflexão.

Como símbolo da resistência ao ódio, à xenofobia e a tudo o que o nazismo representa, o nome de Lídice passou a denominar ruas e cidades em vários lugares do mundo. Muitas dessas cidades acolheram os refugiados do pós-guerra, como é o caso da Lídice, localizada no Rio de Janeiro, no município de Rio Claro.

Tenho o orgulho de ter o nome de Lídice, símbolo de resistência e de força, um nome que traz consigo uma história tão forte e uma grande responsabilidade.


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